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Os primeiros grupos a serem classificados como orquestras são os criados pelo veneziano Giovani Gabrielli (1557-1612) por volta de 1600. Quase simultaneamente, em Florença, Cláudio Monteverdi (1567-1643) também define uma orquestra para o acompanhamento de sua ópera Orfeo, composta em 1607. Estas orquestras primitivas, surgidas no início do período barroco, foram os primeiros grupos instrumentais com instrumentos definidos, correspondendo às primeiras tentativas feitas por compositores em obter um grupo instrumental de timbre definido. Ou seja, a partir deste período, os compositores passaram a não mais deixar a escolha dos grupos instrumentais a cargo dos executantes, definindo uma certa formação instrumental. Neste momento, ainda não havia uma fixação da formação orquestral, o que só iria acontecer no fim do primeiro quartel do século XVIII.
Assim, as orquestras do início do século XVIII já eram basicamente formadas por um naipe de instrumentos de cordas de arco, que continuam a ser a base das orquestras até hoje.
Foi no período conhecido como classicismo que a orquestra tomou sua formação actual. Esta seria uma orquestra baseada nos instrumentos de cordas de arco. Além disso, esta orquestra clássica era normalmente acrescida das madeiras a dois (duas flautas, dois oboés, dois clarinetes e dois fagotes) e das trompas, ocasionalmente tímpanos, trompetes e trombones.
No século XIX, a orquestra seguiu uma tendência de aumento na participação dos instrumentos de sopro. Assim, à orquestra sinfónica incorporaram-se permanentemente os instrumentos do naipe dos metais, com tendência a aumentar o seu uso ao longo desse século. Como são instrumentos de grande potência sonora, o aumento no uso de instrumentos do naipe dos metais levou ao aumento do tamanho da orquestra. Para manter o equilíbrio sonoro com um crescente naipe de metais, as madeiras tiveram de sofrer considerável aumento, chegando a ser comum o uso de madeiras a quatro.
Este aumento em ambos os naipes de sopro levou à necessidade de uma quantidade gigantesca de músicos no naipe das cordas, para que seu volume pudesse ser equilibrado aos demais naipes da orquestra, uma vez que cada instrumento da família das cordas possui individualmente volume muito inferior aos instrumentos das madeiras e dos metais.
Ao longo do século XX houve uma tendência a abandonar a orquestra como meio privilegiado de expressão musical dos compositores do ocidente, juntamente com o esgotamento criativo das formas musicais tradicionalmente associadas à orquestra, especialmente a ópera, a sinfonia e o concerto e o poema sinfónico.
A dificuldade em juntar grandes orquestras teve motivos económicos, inclusive ligados à guerra e às crises que a sucederam. Mas teve muito mais motivos estéticos: a escrita orquestral foi se afastando do gosto do grande público. Sem a possibilidade de juntar grandes públicos ficou mais difícil financiar grandes orquestras.
A grande característica da orquestra do século XX é o aumento da presença dos instrumentos de percussão, que também ganham muito em variedade. Pode-se dizer que o aumento do uso e da importância dos instrumentos de percussão na música do século XX acompanhou a tendência geral de aumento da importância do timbre em relação à melodia e harmonia, bem como ao aumento do valor do ritmo.



